Como se o mal nos fosse alheio e o bem apenas a nós pertencesse. É um clamor ingénuo, segundo uns, ou cínico, segundo outros, o que exige a proscrição da desumanidade. Que seja retirada dos dicionários e que, nos escritos prévios à operação de higienização, seja substituída ou, pelo menos, explicada às crianças como hoje fazemos ao Homem com maiúscula: um desatino dos antigos que vai sobrevivendo, pelas ruas, paga pela caridade da reacção. É uma reivindicação minoritária, a do fim da desumanidade, soterrada pelos poderes fácticos sob os verdadeiros desafios do presente, que não existe. Mas atender-lhe, já, é uma questão de elementar justiça, equidade, humanidade.


