Estava eu a tentar informar-me acerca dos futuros asiáticos, que são os futuros de todos nós, para quem ainda não tenha percebido, quando, inadvertidamente, fiquei a saber que
há uma canção dos Bee Gees que é boa para a ressuscitação cardio-respiratória
e que
o sono é mais importante para o ser humano que o comer e o beber.
Ninguém disse nada acerca do fumar, do inalar, do absorver transdermicamente, do injectar ou de outras formas de input de que neste momento não me consiga lembrar. Graças a deus. Sempre é menos uma coisa com que me importunam. Mas se já consigo sobreviver sem o sono, não vejo razão para me preocupar com o comer. Também ninguém falou de acumulação de elementos, mas é uma questão de lógica. O sono não é propriamente uma forma de input, mas se pegarmos nesta tralha toda e a passarmos, toda junta e com cuidadinho, para o plano dos factores endógenos e exógenos essenciais à vida do tal ser humano, a tal lógica aguenta-se fininha que nem um carapau como se nem sequer lhe tivéssemos mexido. Coisas com que um ser humano se preocupa quando tem de passar a noite a proteger os aposentos contra os vermes mutantes assassinos do espaço, coisas que podem dar sempre jeito. A mim, resolvem-me uma quantidade apreciável de problemas, nomeadamente de carácter orçamental, para não falar do resto. Há coisas que o emagrecimento do Estado social deixou a descoberto e que também não será este OGE a resolver. Isto agora é cada um por si. Quanto aos futuros asiáticos, fiquei na mesma. |