Deitei-me de costas, fiz-me ao colchão e senti a dor fina e localizada. Eu nunca me deito de costas, parecia que estava a adivinhar. Os sintomas apontavam claramente para uma borbulha nas costas. Sentei-me na cama e levei a mão esquerda ao sítio. Senti-a: era uma borbulha nas costas. Passei sobre ela a unha falhada do polegar, que regressou ao meu convívio molhada pelo pus. Amo as minhas borbulhas como se fossem as filhas ou o joelho de titânio que nunca tive, mas não consigo resistir a fazer-lhes isto. Eu sei, é terrível, escusais de mo dizer. Percebesse eu como fazem os criacionistas para lidar com estas coisas e talvez conseguisse não ser um buraco negro enjaulado no corpo de um macho desta espécie. |